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Cerca de 75% dos pacientes de depressão relatam dificuldade para dormir ou insônia, segundo especialistas.

Com base nesse dado, pesquisadores ingleses e chineses descobriram a ligação neural entre depressão e problemas de sono, segundo estudo publicado no JAMA Psychiatry.

O estudo avaliou os mecanismos neurais capazes de demonstrar a conexão entre os dois problemas: no cérebro de pessoas com depressão notou-se que duas áreas do córtex – o pré-frontal dorsolateral (associado à memória de curto prazo) e o órbito frontal lateral (associado à emoção negativa) – estão conectadas com a parte do cérebro responsável pela consciência do “eu” — se essa conexão aumentar as atividades nessas regiões cerebrais, isso pode resultar em má qualidade do sono.

Ou seja, as áreas do cérebro associadas à memória de curto prazo e emoções negativas podem prejudicar o sono dos pacientes, uma vez que os pensamentos pessimistas são um fator relevante para a aparição de distúrbios do sono.

Além disso, a privação de sono, causada pela vida moderna, faz aumentar os riscos de desenvolver depressão. Porém, diante dessa descoberta, os cientistas acreditam ser possível melhorar a qualidade de sono dos pacientes com depressão e criar possibilidades de tratamento, que visem a tratar ambos os transtornos.

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