Xô insônia

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O sono é um processo vital do corpo humano, essencial para o funcionamento perfeito do organismo. A privação do sono em longo prazo, a insônia, faz com que o vigor físico, a resistência a doenças, a atenção, a coordenação motora e muitas outras atividades sejam seriamente prejudicadas. Mas a insônia tem cura?

A cura da insônia se dá através de uma série de medidas a serem implementadas em curto e longo prazo. Para alguns pacientes, pode ser indicado o uso de medicamentos que quebrem o ciclo das noites sem dormir. Juntamente a isso, pode-se associar terapias alternativas como a ioga, a homeopatia e a acupuntura. E principalmente, mudar os hábitos e rotinas diárias, incluindo a prática de exercícios físicos regularmente.

Confira mais algumas dicas de como driblar o problema:

– Evitar fumar e tomar café, chá preto, refrigerantes à base de cola e qualquer item que contenha cafeína ou nicotina;

– Evitar refeições pesadas antes de dormir;

– Fazer exercícios físicos, de preferência pela manhã;

– Tomar um banho morno pouco antes de dormir e iniciar um “ritual do sono”;

– Fazer uma refeição leve (por exemplo, leite ou derivados), pouco antes de dormir;

– Evitar TV ligada, relógio, luz, barulho e qualquer tipo de distração dentro do quarto;

– Se não conseguir dormir após 20 a 30 minutos, não fique tentando, saia do quarto e se distraia, lendo, por exemplo;

– Nunca leve problemas, angústias e preocupações para a cama, tente resolvê-los ao longo do dia.

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A dificuldade para dormir atinge 45% da população mundial, porém mulheres acima de 50 anos representam o maior grupo de risco para a insônia. Pesquisas do University College e da Universidade de Warwick, localizada em Londres, foram quem trouxeram o alerta. Além das noites em claro, esse transtorno do sono traz diversas doenças para o organismo.

Entre os males possíveis, ela aumenta as chances da ocorrência de problemas cardiovasculares. A privação do sono pode causar também complicações emocionais como: estresse, ansiedade, baixa autoestima e depressão.

Os estudiosos concluíram que índices de marcadores inflamatórios, que são essenciais para aferir as doenças do coração, são variáveis nas mulheres. Essa variação acontece de acordo com o período de sono feminino. O que já não foi diagnosticado para os homens.

Dessa forma, quanto menos horas as mulheres acima de 50 anos dormirem, maiores são as chances de contraírem doenças cardiovasculares. Além de serem mais propensas a essas doenças, elas também são um grupo de risco para a insônia.

Assim, os efeitos dos distúrbios do sono são mais comuns para elas. Algumas das complicações que mais aparecem são os de ordem psicológica, como: depressão e ansiedade. 

Porém, um perfil específico do grupo feminino é mais afetado, que é o das mulheres acima de 50 anos, já que a menopausa contribui para essas dificuldades.

Com a vinda desse período, a produção de melatonina também cai significativamente. Esse hormônio é o responsável pela regulação do sono. Além disso, os próprios calores vindos com a menopausa acabam atrapalhando o repouso.

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Há uma série de sintomas que caracterizam os distúrbios do sono e, ao mesmo tempo, não existe uma receita simples para o diagnóstico desse problema. Dificuldade em adormecer (ou permanecer adormecido), sonolência durante o dia, dificuldades para emagrecer, comportamentos anormais durante o sono – como ronco e apneia – são alguns dos indícios de que há algo de errado com o seu descanso.