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Há uma série de sintomas que caracterizam os distúrbios do sono e, ao mesmo tempo, não existe uma receita simples para o diagnóstico desse problema. Dificuldade em adormecer (ou permanecer adormecido), sonolência durante o dia, dificuldades para emagrecer, comportamentos anormais durante o sono – como ronco e apneia – são alguns dos indícios de que há algo de errado com o seu descanso.

Se não forem tratados, esses sintomas podem desencadear problemas como infarto, obesidade, diabetes, arritmia e hipertensão arterial. Logo, fique atento: se você apresenta um destes indícios, não hesite em visitar seu médico para que seja feito um diagnóstico correto.

Checklist
Marcou a visita ao médico? Lembre-se de, até o dia da consulta, anotar todos os sintomas que tem sentido e que entende ter relação com distúrbios do sono, pois isso ajudará a manter o foco na consulta e nada será esquecido de ser mencionado. Uma dica: o médico poderá solicitar uma série de exames. Portanto, prepare-se para dormir uma (ou mais) noites fora de casa!

Tipos de exame

1. Polissonografia  para adultos e crianças
A polissonografia é o exame que investiga os distúrbios do sono. Nesse exame, é possível avaliar o padrão vigília/sono por meio de sensores posicionados pela superfície do corpo. Consiste no registro simultâneo de variáveis eletrofisiológicas, como a atividade elétrica cerebral (eletro-encefalograma), movimento dos olhos (eletro-oculograma), atividade dos músculos (eletromiograma), frequência cardíaca, fluxo e esforço respiratório, oxigenação do sangue (oximetria), ronco e posição corpórea. O objetivo do exame é fazer um registro do seu sono habitual, isto é, um sono espontâneo e não induzido por medicamentos. O uso de um indutor de sono só é realizado quando há prescrição médica.

2. Polissonografia em bebês de até 1 ano
É semelhante ao exame realizado em crianças maiores. No entanto, os sensores são menores e adequados ao tamanho do bebê. O exame pode ser realizado durante o dia (por um período mínimo de 2 horas de sono). Os objetivos do exame são avaliar a maturação do eletroencefalograma, o padrão respiratório e a oxigenação do sangue. A polissonografia também é útil para avaliar a presença de atividade epiléptica, presença de apneias e movimentos anormais durante o sono.

3. Polissonografia para titulação de CPAP
Realizado para se obter a melhor pressão de tratamento com equipamento CPAP (Pressão Aérea Positiva Contínua), o exame geralmente é realizado após uma polissonografia convencional para diagnóstico da Apneia Obstrutiva do Sono. Quando confirmado, o médico pode solicitar um novo exame com a CPAP. Neste exame é possível observar qual é a pressão diária ideal para eliminar suas apneias, hiponímias, ronco e despertares noturnos. Antes do início do exame, o técnico irá explicar todo o procedimento e selecionará a melhor máscara para realização do exame. Além disso, o paciente passará por um período de adaptação, habituando-se à máscara selecionada, no qual será permitido sentir como será o uso do equipamento, antes mesmo de iniciar o sono. Neste exame, pode-se realizar as mesmas avaliações da polissonografia convencional, como atividade elétrica cerebral (eletro-encefalograma), movimento dos olhos (eletro-oculograma), atividade de músculo (eletromiograma), frequência cardíaca, fluxo e esforço respiratório, oxigenação do sangue (oximetria), ronco e posição corpórea, além do uso do CPAP. O objetivo do exame é fazer um registro do seu sono habitual, isto é, um sono espontâneo e não induzido por medicamentos.

4. “Split-night”
No exame tipo Split-Night, a polissonografia é feita em duas partes, sendo a primeira para diagnóstico da Apneia Obstrutiva do Sono, e a segunda parte com o uso de CPAP, tratamento indicado para esse distúrbio. O exame será iniciado como polissonografia convencional e, aproximadamente na metade do período de sono, o técnico irá colocar a máscara previamente selecionada e irá iniciar o processo de titulação do CPAP.

5. Teste das Latências Múltiplas do Sono (TLMS)
O Teste das Latências Múltiplas do Sono é um exame realizado durante o dia, que consiste em cinco registros polissonográficos com o paciente deitado em sala escura e silenciosa. Cada registro tem duração de 20 minutos, em que o paciente terá oportunidade de dormir, e intervalos de 2 horas, nos quais não poderá dormir. É um exame realizado para avaliar objetivamente a sonolência e considerado essencial para o diagnóstico do distúrbio do sono chamado narcolepsia. Uma polissonografia de noite inteira anterior ao TLMS pode ser solicitada, mas não é obrigatória. Nesse exame, é possível avaliar o padrão de vigília/sono através de sensores na superfície do corpo, ou seja, não é um exame invasivo. Por meio deste exame, pode-se avaliar a atividade elétrica cerebral (eletro-encefalograma), movimento dos olhos (eletro-oculograma) e atividade de músculo (eletromiograma). O objetivo do exame é fazer um registro do seu sono habitual, isto é, um sono espontâneo e não induzido por medicamentos. O uso de um indutor de sono só é realizado quando há prescrição médica.

6. Teste da manutenção da vigília (TMV)
O TMV avalia a capacidade do paciente se manter acordado em ambiente calmo e sem estimulação por um determinado período de tempo. Pode ser utilizado para avaliar a resposta a terapias que podem causar sonolência, e para aqueles indivíduos que precisam permanecer alertas por segurança ou necessidades do trabalho que executam. O Teste da Manutenção da Vigília consiste em quatro registros polissonográficos, com o paciente sentado confortavelmente em sala escura e silenciosa durante o dia, com duração de 40 minutos cada registro, em que terá que resistir ao sono, ou seja, não poderá dormir, e intervalos de 1h20min, nos quais também não poderá dormir.

FONTE: INSTITUTO DO SONO

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