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As consequências da insônia vão além da sonolência diurna, dor de cabeça, queda do rendimento.

Todos os efeitos colaboram para que aconteça um desequilíbrio hormonal, principalmente quando o quadro se repete em longo prazo.

Os impactos negativos na saúde estão o aumento de peso, aumento da pressão e, um dos mais preocupantes, é o aparecimento do diabetes tipo 2. Segundo a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil ocupa quarto lugar entre os países com mais diabéticos, atrás da China, Índia e os Estados Unidos, somando mais de 14 milhões de casos.

Quando dormimos pouco ou mal, há uma desregulação do relógio biológico, que interfere no trabalho da cadeia hormonal e do sistema imune e no desempenho dos órgãos. As fases mais profundas do sono influenciam a liberação de hormônios relacionados ao controle da glicose no sangue.

Ou seja, noites mal dormidas dificultam a atuação da insulina, chave para o açúcar ser aproveitado pelas células e virar energia para o corpo. Se há uma grande frequência dos casos de insônia, ocorre a resistência à insulina, uma predisposição para o diabetes.

Um experimento com cães no Cedars-Sinai Medical Center, nos Estados Unidos, revelou que apenas uma única noite em claro diminui em 33% a sensibilidade à insulina. O impacto seria maior do que manter uma dieta gordurosa por seis meses – a redução, nesse caso, foi de 21%.

Além disso, o constante estado de tensão, libera o cortisol, o hormônio do estresse, outro sabotador do aproveitamento da glicose. Junto com a melatonina, hormônio, que entre suas varias funções é sensibilizar as células à ação da insulina.

São inúmeros motivos para incentivar o sono de qualidade e, de acordo com pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, duas noites de descanso estendido ajudam a sensibilidade à insulina voltar ao normal. Mas, o ideal é que as noites de qualidade façam parte da vida e da rotina de todos, assim como as outras medidas de prevenção do diabetes.

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