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A ansiedade é um sintoma disfuncional da personalidade que acarreta um conjunto de sensações físicas e psicológicas, um sentimento vago e desagradável de medo e tensão que surge com a antecipação de perigo ou uma apreensão em relação ao sofrimento futuro.

Através de um ponto de vista positivo é o gatilho que faz com que o indivíduo esteja sempre em ação e alerta a todos os riscos. É um mecanismo natural. Porém, pode se tornar uma doença grave, que se desdobra em muitos males, como fobias e alguns tipos de transtorno – do pânico, obsessivo-compulsivo, de estresse pós-traumático, de ansiedade social ou de ansiedade generalizada, por exemplo.

Vamos conhecer algumas formas de lidar com os sintomas da ansiedade:

1. Sentimento de “antecipação de risco”

Essa é uma situação natural a todas as pessoas e graças a esse mecanismo, a humanidade aprendeu a sobreviver diante dos perigos da natureza e evoluiu enquanto sociedade. Porém, essa característica está presente mais fortemente em alguns indivíduos, dando asas à imaginação para as mais variadas situações de perigo, podendo levar à paranóia.

O desafio está em dosar as reações no nosso corpo e fazer uma leitura saudável do entorno, tomando mais medidas de segurança e prevenção, por exemplo. Mas o segredo está em analisar os fatores desencorajadores racionalmente, e se eles forem desproporcionais, é hora de seguir em frente.

 

2. Sensação de “perda do controle”

Sensação de dúvidas com relação ao futuro e este sentimento é entendido como um descompasso entre expectativas e ideais: uma inquietação ao lidar com incertezas que também pode levar a manifestações físicas no corpo e depressão.

 

3. Ter dificuldade de esperar

A velocidade e intensidade do mundo moderno cria a sensação constante de espera por algo a acontecer. A frustração se apresenta quando algo não caminha nesse ritmo tão veloz. Não é à toa que pessoas que moram em grandes cidades, cujo ritmo é mais acelerado e com 24h em funcionamento, se sintam impacientes em cidades menores, onde o ritmo é mais lento e natural.

Qualquer pessoa pode mudar sua referência e seus hábitos de vida a fim de adotar um ritmo mais devagar, aprendendo a curtir o presente acima de tudo, e, portanto, tornando-se mais paciente. Essa pode ser uma boa forma de trabalhar a ansiedade.

“Há uma grande diferença entre saber o caminho e percorrer o caminho.”

 

4. Ter a mente sempre em grande atividade

A pessoa ansiosa tem a sensação de estar sempre cansada, mesmo quando o corpo está em repouso, a mente está em intenso funcionamento, memorizando, planejando e recebendo diversos tipos de estímulos ao mesmo tempo. Esse fato colabora com aumento significativo do cortisol, hormônio que em excesso causa o estresse, já que traz a sensação de estarmos sempre despertos.

A reversão desse quadro está no chamado “tempo vazio”, condição em que o silêncio e concentração propicia o relaxamento e esvaziamento da mente. Realizar uma atividade de cada vez e o exercício de funções que coloquem o ansioso em contato com sensações, como música, arte e até mesmo atividades físicas ao ar livre é uma forma de trabalhar a ansiedade causada pelo excesso de estímulos.

“Um dia de cada vez, para não perder as boas surpresas da vida”.

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