Xô ansiedade

Uma crise de ansiedade pode ser imprevisível, e muitas vezes ser desencadeadas por razões inconscientes e desconhecidas. Por isso, é de grande valia ter as próprias técnicas de relaxamento. Com algumas ações simples é possível se acalmar e retomar o controle, até que o mal-estar vá embora.

1. Racionalizar a crise de ansiedade: tomar consciência da situação e entender que o que está se passando se trata de um ataque de pânico: um mal-estar assustador, mas temporário, que apesar do medo incontrolável, não traz ameaça à vida.

2. Reconhecer os sintomas: taquicardia, sensação de sufocamento, pensamentos negativos, dificuldade na respiração, enjoo, sudorese, dor abdominal são alguns dos sintomas de um ataque de pânico e reconhecê-los é o primeiro passo para amenizá-los.

3. Controle a respiração: respirar fundo e calmamente faz com que o coração volte ao ritmo cardíaco normal, minimizando a sensação de mal-estar.

4. Controle os pensamentos: é comum que durante uma crise de pânico, a mente seja inundada por pensamentos negativos que só agravam a situação. Tente mentalizar coisas calmas e relaxantes e ocupe a mente com elementos que tragam prazer e sensação de bem-estar.

5. Uso de tranquilizantes: para quem sofre com crises de ansiedade é de grande importância o acompanhamento de um médico. É ele quem vai auxiliar no tratamento buscando a raiz do problema e prevenindo novos ataques, mas para isso, o tratamento é individualizado e pode ser indicado o uso de medicamentos. Ainda assim, alguns tranquilizantes feitos a partir substâncias naturais, como a passiflora, não possuem contraindicação e podem ser utilizados para devolver a sensação de bem-estar durante uma crise.

Rotina corrida, milhares de tarefas e coisas na cabeça. Nos dias de hoje, é difícil encontrar quem não se sinta estressado e muito ansioso.

“Respirar fundo” não é só uma expressão utilizada para acalmar, mas é também um remédio poderoso contra a ansiedade. Isso porque, enquanto a inspiração está conectada com o lado ativo do sistema nervoso autônomo, chamado simpático, a expiração está conectada com o lado calmante do sistema nervoso, o parassimpático.

Além disso, a ansiedade ativa áreas do cérebro que estimulam a hiperventilação, que é quando inalamos o ar com rapidez e maneira rasa. Por isso é possível perceber quem está sofrendo uma crise de ansiedade, já que a respiração está focada na parte de cima do corpo, de maneira rápida e curta.

O esforço consciente em respirar fundo ajuda a acalmar e retomar o equilíbrio do corpo, e além disso, quando respiramos profundamente, trazemos a atenção ao momento presente, minimizando a ansiedade.

Algumas técnicas de respiração, indicadas por fisioterapeutas, educadores físicos e praticantes de Yoga, ajudam e muito a controlar a ansiedade e minimizar o estresse. Confira abaixo:

• Respiração correta: saber e conseguir respirar corretamente representa um grande ganho de qualidade de vida: mais folego, mais concentração e equilíbrio do organismo. Portanto, pode ser um bom começo para ajudar a controlar a ansiedade do dia a dia. A respiração ideal trabalha com a musculatura do diafragma, movimentando o abdômen, não o tórax, como muitos imaginam. Ela deve ser mais lenta e profunda, com suas devidas pausas de maneira natural.

• Respirando pelo diafragma: Esse exercício auxilia no controle do organismo e sistema nervoso, consiste basicamente na respiração profunda, observando o movimento do abdômen conforme respira. O importante do exercício é prestar atenção ao movimento, elevação do tórax, costelas, abdômen, e a projeção não natural para frente. Ao realizar esse exercício, mantenha a postura correta e a mente serena. Esse é o princípio da meditação.

• Respiração abdominal deitada: essa técnica pode ser usada principalmente antes de dormir, para aliviar a ansiedade e se preparar para um sono de mais qualidade. Consiste em deitar no escuro, com as mãos posicionadas sobre o abdômen, e iniciar a respiração profunda. O importante do exercício é estabelecer um ritmo, para isso basta contar os segundos da inspiração, e no mesmo tempo realizado, fazer a expiração, sempre pelo nariz. Se desejar, pode contrair o abdômen durante a expiração para exercitar também sua musculatura.

• Respiração quadrada: mais do que inspirar e expirar, esse treino requer uma pausa entra essas ações. Consiste em inspirar pelo nariz contando até 3, depois segure o ar nos pulmões por mais 3 segundos. Após isso, libere o ar na mesma contagem e segure-se sem ar por mais 3 segundos. Repita o processo algumas vezes.

• Expiração alongada: caso sinta que a ansiedade e o estresse estão tomando conta, a respiração alongada pode ajudá-lo imediatamente. Basta adaptar a respiração quadrada e dobrar os segundos de inspiração, expiração e pausa.

• Alongamentos: os exercícios da caixa torácica e de abdômen podem sim ajudar a respirar melhor. Os exercícios de alongamento da região devem ser feitos conciliando a respiração lenta pelo nariz e os movimentos lentos na inspiração e expiração, sentindo a expansão torácica quase em sua totalidade.

• Respiração com flexão de tronco: consiste em sentar em uma cadeira com o tronco para frente, apoiando o peso nas coxas (pode usar uma almofada caso fique mais confortável). Solte os braços e a cabeça para a direção do chão. Nesse tipo de respiração, com a compressão do abdômen, o ar é levado para as costas. Faça o processo de respiração profunda por alguns minutos. Lembre-se de manter a coluna alinhada e de voltar vagarosamente para a postura original.

• Alternância de narinas: um exercício simples, que também pode ser realizado em qualquer lugar. Use o dedo indicador para tampar uma das narinas, e inspire. Em seguida, alterne e tampe a outra que foi utilizada para inspirar, e expire. Repita o processo algumas vezes até que consiga se acalmar e estabelecer o equilíbrio respiratório.

FONTE: Portal Minha Vida

O período de isolamento, para muitos, já se estende em muitos meses e essa situação tem elevado os níveis de ansiedade das pessoas que seguem essa orientação. O estresse é ainda mais alto nas famílias com crianças, que se esforçam em equilibrar o cuidado com os filhos, muitas fezes em rotina de aulas on-line, mais as obrigações do trabalho remoto.

Com as aulas presenciais e o contato social suspensos, as crianças, que são naturalmente dotadas de muita energia e curiosidade, estão desenvolvendo formas de ansiedade durante o isolamento.

Tudo isso se intensifica quando o acesso aos aparelhos eletrônicos é facilitado e esse recurso é utilizado com intensidade para “distrair” e ocupar o tempo.

As consequências nas crianças podem ser observadas através de alguns sinais como alterações das funções cognitivas, das habilidades sociais, do padrão do sono, flutuação do humor, do apetite, pois muitas crianças passaram a comer mais, dificuldades de concentração e, principalmente, queda no desempenho escolar.

Junto a isso, o ambiente familiar torna-se conflituoso, já que os pais estão estressados e que pode contribuir para o agravamento da ansiedade nas crianças. O desafio está em distinguir as reações, que normalmente são confundidas com birra ou preguiça.

Algumas crianças também apresentam queixas físicas como dores de cabeça, de barriga, o que pode dificultar o diagnóstico.

É importante os pais ficarem atentos às mudanças de comportamento da criança, buscando compreender a relação do momento presente com os sintomas. O apoio familiar é fundamental como forma de acolhimento, sem pressionar ou criticar a criança.

Roer unha pode ser considerado um vício? Sim, se considerarmos o quanto é difícil abandonar esse hábito! Estudos apontam que aproximadamente 30% da população mundial têm o hábito de roer unhas, o que tende a não ser muito bem aceito socialmente e/ou esteticamente.

As crises da ansiedade são caracterizadas pelos sintomas físicos que provocam, além dos emocionais e psicológicos. Esses sintomas podem afetar significativamente o dia a dia do ansioso.

Quando intensas, as crises de ansiedade são reconhecidas como síndrome do pânico. Nesse caso, os sinais físicos são bem evidentes, ocorrendo em maior variedade de sintomas.